23 de abr de 2012

DURANTE A MADRUGADA


"Creio que eu deva ter me tornado mais tola que antes.
São 3 da manhã e aqui estou partindo para o terceiro poema desta madrugada...
Escrevi sobre a dor, a solidão e sobre mim, tudo isso pra tentar não falar dela.
Que pretensão a minha achar que em algum momento ela pensa em mim. Nesse momento ela dorme e eu estou aqui, jogando palavras no papel...
Se ela soubesse o quanto penso nela e o quanto desejo ela comigo.
Será que ela realmente não sabe ou apenas tem medo de falar?
De que importa?
Mas eu não ligo o que seja, sei que em minha mente já estive com ela mil vezes e em todas, tudo foi da forma mais linda que poderia acontecer.
Cada detalhe que eu reparo e guardo para mim, para não deixá-la perceber a forma como eu me perco nela, são o suficiente para alimentar meus devaneios, meus sonhos de olhos abertos...
A idade, a distância, as diferenças... Nada disso consegue afastar de mim a certeza de querer estar com ela.
O que o corpo não pode fazer, a imaginação se encarrega de tornar real... Real em mim!
Que ela se perca em outros braços, mas que ao final se encontre nos meus.
Que ela seja o que quiser, mas que ao final seja minha.
E que ela durma agora e quando acordar que meu sonho seja real.
Vou para cama agora na certeza de que pela manhã eu posso não estar ao seu lado, mas que ainda assim você estará habitando meus pensamentos. Talvez eu não esteja nos seus... Talvez esteja... Tanto faz, sei que pra você estar em mim de alguma forma algo de mim está em você." 

Aline Alves

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