16 de out de 2014

TRIÂNGULO DAS BERMUDAS


"Muito se fala de amor e ódio, mas se vive muito o ódio e pouco o amor.
Amor só existe nas teorias dos livros e nas músicas românticas que embalam nossas ilusões.
Mas o ódio meus caros está ai pra quem quiser ver, nas ruas, na pele do negro, na carcaça da mãe solteira, no estereótipo do homossexual, no rosto da criança pobre...
Eu devo ser uma grande hipócrita mesmo, uma leviana superficial. Vivo por ai falando de amor, mas percebi que eu não sei amar. Já tem muito tempo que não sei o que de fato é o amor. Como alguém que vive o lado lírico da vida pode ser tão frio e vazio assim?
Não acredito em mudanças, esperanças, amores que vencem barreiras e tudo isso que as novelas fazem as pessoas esperarem.
Em contra partida vivo espalhando intolerância, rancor, stress e raiva por ai, dou conselhos do tipo “esquece, desiste, deixa, não tenta!”. Tola!
O amor deve estar nos momentos que nos fazem feliz e assim como esses momentos ele sempre se vai. Possivelmente é só o tempero dos poemas e canções que alimentam nossa alma, mas não alimentam a vida real.
Me emergi na vida real de tal forma que precisaria me apaixonar por um anjo pra acreditar que existe alguma magia ou pureza nas pessoas e infelizmente o mundo está cheio de pessoas como eu, ou pior ainda, pessoas que só querem curtir e não assumem nenhum compromisso com seu próprio coração.
Me cansei de encontrar pessoas incrível que tem data de validade curta. Não posso mais entrar na vida de pessoas que vivem num elevador, no qual eu entro no sexto andar e vou até o décimo. Após chegar ao topo ou me obrigam a descer naquele andar e voltar de escada ou me levam sem escalas até o térreo.
Não creio, não espero... Não guardo rancor, mas não esqueço.
Estou cansada de ouvir que sou uma pessoa incrível e por isso ninguém é bom o bastante e que eu mereço coisa melhor. Que maldita coisa é essa que nunca chega? Devo ser um triângulo das bermudas!"
Aline Alves

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