14 de jun de 2012

SANGUE FRIO




“Você espera sair ileso
Como se nada tivesse feito
Mais um na pastagem
Um inocente cordeiro


E eu sangrando, ferido
De coração gelado, partido
Você de longe, sondando
Até quando aguentar eu consigo


Aos poucos me desfazendo
Me arrastando, chorando
Me debatendo, sofrendo
A minha pele, congelando


Mas toda noite, ao se deitar
Minha lembrança te perturbará
Em tua mente permanecerei
Toda tua vida vou te assombrar


Um banho quente não resolverá
E minha vingança será feita, então
No fim, você nunca conseguirá
Limpar meu sangue frio das tuas mãos”
Thiago Lamas

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