11 de abr de 2013

ABISMO IRREVERSÍVEL


"Uma dor indefinida
Um lapso distorcido na memória
O mesmo ponto fraco que machuca
A fenda que rasga os sentimentos e se abre cada vez mais... Alimentando um abismo irreversível!
Muitos dizem que eu deveria conversar mais, me abrir... Tolos! Mal sabem como a realidade cruelmente cala qualquer tentativa que eu ouse fazer!
Difícil esperar entendimento de qualquer um em meio a uma guerra interna.
Me ensinaram a gritar e agora me cobram o silêncio?
Me educaram para depender e agora esperam que eu voe?
Fizeram de mim diferente e agora exigem que eu seja como as outras?
E ainda escuto que está na hora de mudar... Ninguém deveria exigir mudança de ninguém, se não for capaz de mudar... Os pais não deveriam dizer que seus filhos devem agir em desacordo com aquilo que ensinaram por anos!
E ainda acho que sou a única presa nesse inferno com endereço e CEP, que se importa...
Mas os últimos meses me ensinaram que mais fácil que entender é substituir e se isso for questionado, negar veementemente. É só dizer que é ciúme e negar que os pequenos laços que existiam estão se rompendo.
Um autoritarismo tão impetuoso e imponente que me faz ver um estranho onde eu deveria ver um herói e o pior é que eu não tenho outros em que me espelhar.
De fato não sei se não sou boa o bastante ou se o problema é maior do que a minha incapacidade de atingir a perfeição.
Não estou presa nas orações de mãos cheias e corações vazios.
Não me identifico com a piedade com o mundo e o esquecimento com aquele que está próximo à anos precisando de algo mais.
Não tenho a inocência forçada que cega para o mundo.
Não sou prestativa para fazer o que não sei.
Não sou um exemplo de paciência e hipocrisia.
Nunca imaginei ter que mudar de ares antes da morte de quem me vi a vida inteira protegendo, mas em detrimento de uma via Crúcis que não acaba na 14ª estação vou voar pra longe desse sol que queima e não aquece."
Aline Alves

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