26 de ago de 2013

O PREÇO


"A gente nasce e as pessoas a nossa volta nos ensinam que a gente precisa ser feliz. Na minha humilde opinião, felicidade, em primeiro plano, é amar, ser amado por quem a gente ama. Mas o mundo é uma merda e o amor por si só não é o bastante.
Conheci algumas pessoas nas quais depositei minhas fichas. É, caros leitores, eu fiquei na miséria. Perdi o jogo, o amor e a felicidade. Mais de uma vez.
Não tenho noção de quanta água meu corpo perdeu nas tantas vezes que não aguentei de dor, de raiva, de decepção, de descontentamento. Ainda não entendi como não desidratei. Mas enfartar é outra história. Se é um milagre não ter morrido? Não sei. Vale a pena viver num mundo em que a gente quer ser feliz, mas isso é impossível?
Geralmente as pessoas querem abraçar o mundo e se dedicar a um milhão de coisas. Desejo apenas fixar raízes, ter uma família, um filho com o meu olhar, um cachorro que vem correndo pra mim quando eu chego em casa no final do dia...Tenho sonhos simples, que se tornam extremamente complexos diante dos desejos de grande parte das pessoas. Segundo a sociedade, os meus sonhos são medíocres.
Eu poderia sonhar em ter um carro, em viajar, ter um emprego que paga bem, comprar coisas... Mas não, estou aqui querendo amar! Tolice a minha, eu sei.
As pessoas dizem que a vida é inconstante mesmo, que ela segue. Mas eu tô cansado dessa vida que segue, segue e nunca chega.
Uma vez um amigo muito querido me disse que querer ser feliz é sinal de egoísmo. Tô começando a entender e desapegar desse ideal.
Vou me conformar que a vida é pra trabalhar, ter coisas, ter momentos de alegria, de satisfação, e só, porque ser feliz é caro. A gente paga com a alma. E não vou mais vender a minha."
Aline Alves e Thiago Lamas


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